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ago 10

Cluster SQL Parte 1 – Tipos de Storages

 

 

Este é o primeiro artigo da série Cluster SQL, que vai explicar o conceito, como funciona, como configurar e como utilizar o Cluster do Windows e o Microsoft SQL Server (2005/2008/2012) em alta disponibilidade.

Para termos um conceito bem embasado vamos ter que começar entendendo o que é e quais são os tipos de storages disponíveis nos datacenters pois a storage é fundamental para o funcionamento do Cluster. Não se assuste, você terá como simular uma storage para criar um Lab e praticar o que vai aprender aqui, como veremos mais pra frente.

 

O que é

Uma storage nada mais é do que um dispositivo com um ou mais discos capaz de se conectar aos servidores o prover espaço em disco da mesma forma que um disco local. É um hardware (pode ser um servidor comum ou equipamento dedicado à função de storage) com um sistema operacional (exclusivo ou adaptado como Linux, CentOS, Windows, etc.) que, através de conexões como Ethernet ou Fibra óptica, podemos conectar a um ou mais servidores. Podemos por exemplo, pegar um servidor com 6 discos, utilizarmos dois discos em RAID1 para o sistema operacional e os outros quatro discos em RAID5, para dividirmos em volumes que serão utilizados por nossos servidores. Podemos comprar uma caixa com encaixes para discos que faz exatamente a mesma coisa mas não possui monitor, teclado nem acesso via RDP ou SSH. Em ambos os casos, utilizamos apenas um navegador para nos conectarmos e configurarmos os volumes que serão apresentados aos servidores.

 

Principais tipos

Vamos estudar os três principais tipos encontrados no mercado, que provavelmente você vai se deparar ou vão te oferecer quando pretender adquirir uma storage. É muito importante para um analista saber orientar seu gestor que tem o controle dos investimentos sobre as características de cada tipo, ou ainda melhor, para os gestores desta nova geração em que na maioria das vezes possuem um excelente passado técnico.

DAS

DAS significa Direct Attached Storage, são dispositivos diretamente conectados ao servidor através de USB, e-SATA ou até mesmo Ethernet. É o tipo mais simples, normalmente não oferecem técnicas de proteção a dados exceto alguns modelos que oferecem até RAID mas que geralmente são configurados em RAID0 para oferecerem uma performace melhor pois seu hardware é focado em baixo custo e por isso o desempenho é fraco.  Sua aparência na maioria das vezes é como a de um disco externo, um pouco maior de acordo com a quantidade de discos mas existem storages DAS maiores, como storages para racks com 16 ou até mais discos. A comunicação é em nível de arquivo, ou seja, os outros servidores enxergam como um compartilhamento comum na rede.

Para ficar mais claro, veja a topologia abaixo. Repare que as storages DAS estão conectadas diretamente a um servidor ou desktop:

 

Exemplo de storage DAS

NAS

A storage NAS ou Network Attached Storage é um servidor com a mesma finalidade da DAS conectado a rede ao invés de se conectar diretamente nos servidores. Estes servidores não são desenvolvidos para tarefas computacionais em geral, apesar de tecnicamente ser possível executar outros softwares neles. Geralmente não possuem teclado ou monitor, e são configuradas  através de um browser. Os protocolos utilizados pelo NAS são o NFS (popular em sistemas UNIX), ou CIFS/SMB (Common Internet File System/Server Message Block) em ambientes Windows, além do tradicional FTP. Existem alternativas open source para implementações caseiras de NAS, como o FreeNAS, o Openfiler e o NASLite. Apesar de serem soluções caseiras, é comum vermos este tipo de equipamento em empresas e datacenters. Assim como a DAS, a storage NAS também é acessada a nível de arquivo, com a diferença de ser conectada a um switch ao invés de estar conectada diretamente a um servidor como acontece com a DAS e, em algumas vezes, você encontrará um dispositivo desses conectado através de fibra. Neste caso, o hardware todo é mais robusto e a performance bem maior.

Exemplo de topologia da storage NAS

SAN

Storage Attached Network é o melhor dos mundos para escalabilidade, disponibilidade, proteção de dados e performance. Utiliza uma rede específica para armazenamento, de fibra ótica (protocolo Fiber Channel) ou par trançado (protocolo iSCSI). A comunicação com os servidores não é mais a nível de arquivo mas sim a nível de blocos (como um HD), o que possibilita que os servidores enxerguem estes volumes como unidades de disco locais, idêntico a um HD interno, por exemplo. Por possuírem uma série de redundâncias (fontes de alimentação, discos, controladoras, etc.) e pelo investimento necessário são utilizadas em ambientes de missão crítica onde a disponibilidade deve ser de 24×7. Existem SAN atualmente que fazem coisas fantásticas com os dados, provendo segurança e performance confiáveis. Estas storages geralmente possuem o tamanho de um rack (embaladas até parecem um rack) ou de vários racks lado a lado.

 

 

Acompanhe o segundo artigo da série aqui neste link.

 

 

 

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4 comentários

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  1. Alysson

    Muitoo bom e mto explicativo

  2. William

    Bom dia a todos,

    Explicação muito bacana e detalhada. Esperamos ver uma video aula com o DAS por exemplo utilizando o SQL 2008 no Windows Server 2008 R2.

  3. Gilles Villeneuve

    Olá, boa noite.
    Excelente post.
    Só gostaria de dizer que o FreeNAS também permite comunicação iSCSI, não somente por compartilhamento.
    Fiquem com Deus.
    Att.,

  4. Luiz Mercante

    Valeu pessoal! Gostaria de convidá-los a ler a segunda parte da série:

    Cluster SQL Parte 2 – Criando nosso Lab

    Vídeo aula não prometo mas a conclusão da série explicando da melhor forma possível tá garantido!

    Obrigado 🙂

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